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Bom desempenho e conforto
05/07/2019

Consumidores não querem mais um “simples” interruptor, plugue ou tomada… E buscam algo mais nesses dispositivos elétricos, que torne o ambiente mais aconchegante e funcional, de acordo com seu estilo de vida.

Algumas linhas de materiais elétricos destacam-se pelo grande dinamismo do mercado. Sem dúvida, os interruptores, plugues e tomadas fazem parte desse seleto grupo, uma vez que os fabricantes investem com frequência no desenvolvimento de novas tecnologias e na criação de produtos melhores e mais interessantes, a fim de acompanhar as necessidades dos consumidores e ao mesmo tempo sugerir novas tendências.

Marcado pela comercialização pulverizada e pela grande variedade de marcas, tipos e modelos, o segmento de interruptores e tomadas une, cada vez mais, design e tecnologia para conquistar os diferentes perfis de consumidor, uma vez que são produtos indispensáveis em qualquer imóvel. “A evolução e o amadurecimento do mercado, que exigem qualidade, inovação, segurança e praticidade, incentivam o desenvolvimento de produtos de melhor desempenho e mais adequados às novas realidades que se apresentam, pois o consumidor está inserido num incessante processo de mudança”, afirma Roberto Aimi, diretor executivo da Tramontina Eletrik.

Existem por volta de 30 empresas de interruptores e tomadas no mercado brasileiro. Todas elas fabricam os produtos no País, com algumas linhas importadas (principalmente da Europa). Peças fundamentais em uma instalação elétrica, os interruptores, plugues e tomadas são também elementos de decoração e automação.

“Estamos falando de um mercado de marcas consolidadas, mas que observa o surgimento de novos players, além de estar consciente que hoje a atenção deve estar voltada à sutil transição entre o tradicional e as tendências tecnológicas em automação, disponíveis pela conectividade de aplicativos como Google Home, Echo/Alexa e Homekit”, coloca Camila Clauhs, designer de Produto da Steck Indústria Elétrica.

O mercado de interruptores e tomadas acompanha, em geral, o setor da construção civil, que tem sofrido os efeitos da crise política e econômica que assolar o país. No entanto, o fator estético, bem como as funcionalidades integradas aos novos modelos de produtos têm sido aspectos importantes na manutenção das vendas.

De acordo com os fabricantes, não há índices específicos sobre a comercialização desses produtos, bem como o faturamento ou volume de vendas exatos, justamente pela sua volatilidade, afinal são itens duráveis que podem ser trocados facilmente, sem grandes investimentos, e que podem alterar significativamente a decoração e a funcionalidade do ambiente.

De acordo com Marcos Roberto Cezar Losso, chefe de Vendas de Construção Civil da WEG Automação, o mercado de interruptores e tomadas é impulsionado pelas novas construções, que representam um terço do mercado total. Os dois terços restantes são alavancados pela autoconstrução e pelas reformas e/ou manutenção, que são abastecidas pelo varejo. “Nos últimos anos, os empreendimentos do Programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, tiveram peso importante para o aumento de produção do setor”.

Neste momento o mercado está estável, mas com viés de alta, aguardando algumas definições estruturais na economia brasileira, avaliam os especialistas. A perspectiva é excelente não só pelo déficit habitacional brasileiro, como pelos novos investimentos no setor terciário. “A economia como um todo ainda apresenta lenta reação, no entanto, o varejo de material de construção tem registrado índices positivos de crescimento, o que melhora gradativamente o desempenho desse segmento”, complementa Aimi.

Tendências e qualidade
Há oferta para todos os perfis de consumidores de interruptores, plugues e tomadas: os mais simples, que preferem os modelos básicos, e aqueles que buscam mais conforto, praticidade e design diferenciado, com recursos tecnológicos que permitem a integração de vários sistemas, controle de iluminação, climatização e automação. No que se refere a acabamento, os desenhos mais minimalistas, novas texturas e cores também encontram espaço entre as preferências dos consumidores.

“A tendência é de que cada vez mais as linhas não apresentem somente funções elétricas e sejam protagonistas na decoração dos lares brasileiros. Quanto à questão funcional, existe um forte movimento da automação residencial integrar-se à Internet das Coisas (IoT) com dispositivos cada vez mais inteligentes. Por isso, mesmo com as possibilidades de acionamento remoto dos sistemas de automação predial/residencial, é fundamental que interruptores, plugues e tomadas façam parte do projeto inicial da instalação”, resume Losso, da WEG.

Segundo alguns fabricantes, o mercado de interruptores e tomadas, em geral, apresenta produtos de boa qualidade, que utilizam matérias-primas confiáveis e com processos de produção dentro de rígidos critérios de segurança. No entanto, infelizmente, ainda há empresas que oferecem preço em detrimento da qualidade dos produtos e serviços, colocando em risco a vida das pessoas e a integridade do patrimônio.

Os interruptores e tomadas residenciais são produtos compulsórios de certificação, ou seja, obrigatoriamente só podem ser comercializados após os ensaios e verificações realizados pelos laboratórios acreditados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

O mercado brasileiro de interruptores, plugues e tomadas deve atender às seguintes regulamentações: NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão; NBR 14136, referente à padronização dos plugues e tomadas, além das normas que vigoram também no Mercosul: NBRNM 60884 (fixa as condições exigíveis para plugues e tomadas de uso doméstico e análogo) e NBRNM 60669 (que define as condições para interruptores em instalações elétricas fixas domésticas e análogas).

Produtos fabricados sem os critérios mínimos de desempenho estipulados pelas normas vigentes no país podem provocar de uma simples queima de lâmpada a choques elétricos e incêndios. Além de produtos em conformidade, vale ressaltar a necessidade de contar com profissionais habilitados para o desenvolvimento do projeto elétrico e a instalação de cada item especificado.

Portanto, na hora de especificar e adquirir esses dispositivos, o primeiro passo é a elaboração de um projeto adequado às necessidades do imóvel, realizada por um profissional capacitado na área de eletricidade. “A configuração da instalação elétrica, que compreende a definição dos tipos e das quantidades de cada item, deve estar de acordo com a demanda presente e futura dos usuários, de forma a prover a segurança adequada para toda a instalação, evitando sobrecargas”, adverte Aimi.

“É importante planejar e dimensionar corretamente a instalação com tomadas de uso geral (TUG) e tomadas de uso específico (TUE), e assim, definir a aquisição de tomadas para aparelhos que operam até 10 A (geladeira, ferro, ventilador) e tomadas para os que operam entre 10 e 20 A, como, por exemplo, forno microondas, chuveiro, ar-condicionado, cafeteiras, entre outros”, cita Clauhs.

Em geral, os produtos devem ser instalados próximos de portas, pias e bancadas de trabalho, em locais previstos para eletrodomésticos e eletrônicos, de forma a facilitar o uso e evitar o uso de dispositivos como extensões e benjamins. É essencial optar por produtos de qualidade, de marca reconhecida, e em conformidade com as normas para garantir desempenho e segurança.

Sem dúvida, a tecnologia está bastante ligada à qualidade, durabilidade e funcionalidade desses produtos. Mesmo com o “novo” padrão de tomadas em vigor no país desde 2011, ainda há imóveis que não se adequaram. “A substituição gradativa dos itens mais antigos, além de trazer mais segurança aos usuários, abre um leque de possibilidades em termos estéticos, facilidade de instalação, flexibilidade de integração a diferentes projetos, incluindo automação, modularidade e conformidade à variedade de produtos eletrônicos disponíveis”, aponta o executivo da Tramontina.


Os produtos
Grande parte dos interruptores, plugues e tomadas é comercializada pelo varejo de material de construção e lojas especializadas em material elétrico, ainda que por meio de distribuidores e atacadistas.

A Steck possui em portfólio duas linhas modulares de interruptores e tomadas para aplicações domésticas: a linha Stella® e a linha Sophie®. Cada uma oferece cerca de 50 opções em módulos que se encaixam às necessidades, de forma a satisfazer os diversos ambientes.

A Stella® possui acabamento branco brilhante para aplicações convencionais enquanto a Sophie® é indicada para ambientes contemporâneos, pois as placas possuem cores foscas alinhadas às principais tendências em acabamentos.

A WEG possui uma ampla oferta de produtos, atendendo todos os segmentos de mercado. Seu mais recente lançamento é a linha Equille, marcada por um design prático, que agrega funcionalidade e agilidade ao projeto. Principais características desses interruptores e tomadas: superfície polida, proteção UV contra amarelamento, linhas retas e cantos arredondados, placa slim, velocidade na instalação, ângulos que trazem suavidade e leveza ao conjunto, facilidade na colocação e retirada dos módulos, suporte integrado.

Para uso residencial, a Tramontina ampliou a linha de placas e interruptores Liz, com o lançamento da tonalidade grafite, que vem se juntar a outras seis cores: azul jeans, bege, fendi, ouro velho, verde ardósia e branca. As placas têm design contemporâneo e estão disponíveis nos formatos 4×2 (3 postos) e 4×4 (6 postos). O sistema de encaixe rápido, com montagem frontal dos módulos, minimiza o tempo de instalação, e o ajuste gradual da placa ao suporte contribui para o acabamento estético entre placa e parede.

Os módulos possuem variadas funções e, além de interruptores e tomadas, incluem pulsadores, tomada USB, tomadas para telefone, TV e transmissão de dados, campainhas, variadores de luminosidade e ventilador, e minuterias. A novidade entre os módulos é o lançamento do interruptor bipolar 20 A, em complemento ao interruptor bipolar 10 A.

Fonte: Portal Potência

 

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