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Internet das Coisas e 5G tendem a modificar configurações
03/10/2019

Novas exigências de projeto elevam os limites de temperatura e atenuam as exigências quanto à umidade, favorecendo a economia de energia

O consumo de dados no mundo atinge proporções inimagináveis. Estudos dos maiores fabricantes de equipamentos para TI sinalizam para a triplicação do volume em 2021, em relação a 2016. A demanda por data centers, portanto, só tende a crescer. Por outro lado, o crescimento levará a um aumento substancial do consumo energético, forçando o desenvolvimento de sistemas e tecnologias de menor impacto ambiental.

O crescimento de ferramentas como a Internet das Coisas (IoT – Internet of Things) e o anúncio da evolução da internet móvel para o 5G fortalecerá a chamada edge computing (computação de borda, numa tradução literal), ou computação distribuída, aproximando a armazenagem dos pontos de acesso. “O Brasil ainda vive um excelente momento para os data centers conhecidos como hyperscale, figurando como um dos mercados mais promissores do mundo para esse tipo de aplicação; porém, a transformação digital, com o advento do IoT e as demandas por provedores de internet, fazem com o que o edge computing ganhe cada vez mais força e relevância, trazendo as aplicações de data centers cada vez mais próximas ao usuário final, de forma descentralizada”, afirma José Sérgio Ribeiro, gerente de aplicações e vendas da Vertiv.

Marcos Santamaria Alves Corrêa, da Innovative, especializada nesse tipo de instalação, concorda: “a tendência é no sentido de uma expansão maior das médias e pequenas instalações de data centers, ficando as grandes instalações mais restritas aos provedores de serviços.”

Não é uma questão irrelevante. “Instalações de menor porte geralmente buscam sistemas integrados, que envolvem gerenciamento de energia, distribuição e ar condicionado em um só ambiente, seja ele um rack incorporado ou um contêiner, em soluções que são comumente denominadas Smart. O edge computing vem exigindo cada vez mais esse tipo de aplicação integrada, pois a construção de uma infraestrutura crítica completa demanda muitos recursos”, explica Ribeiro.

Olhando de outro ângulo, Francisco Dantas, consultor e diretor da Interplan Planejamento Térmico Integrado, aposta na tendência de “grandes instalações centralizadas com foco na eficiência energética, na mitigação de impactos ambientais e, para favorecer isso, em localizações geográficas escolhidas a partir das potencialidades do clima para emprego majoritário, senão integral, de processos naturais de climatização. Os avanços na produção de processadores, admitindo temperaturas mais altas de operação e adotando resfriamento a água para os servidores, em combinação com o processo de resfriamento a ar, viabiliza a elevação das temperaturas do meio de resfriamento e, por consequência, amplia as oportunidades de utilização de processos naturais de resfriamento.”

Fonte: Revista Abrava

 

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