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Construção inicia 2017 com nova queda no emprego
20/3/2017

Redução de 0,05% em janeiro é a 28ª consecutiva. Sindicato projeta queda de 7,5% no saldo de trabalhadores neste ano

Em janeiro, o setor da construção perdeu 1.282 vagas em todo o Brasil, queda de 0,05% em relação a dezembro de 2016. Esta é a 28ª queda consecutiva, deixando o estoque de trabalhadores no setor em 2,49 milhões. Na comparação com janeiro de 2016, houve queda de 14,18%.

Em outubro de 2014, primeiro mês de variação negativa, o estoque era de 3,57 milhões – queda de 1,08 milhão de postos de trabalho. Desconsiderando efeitos sazonais*, foram fechadas 36.003 vagas em janeiro (-1,40%).

Os dados são da pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

“A desaceleração do desemprego em janeiro ainda não significa que chegamos ao final da crise na indústria da construção”, observa o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), José Romeu Ferraz Neto. O SindusCon-SP projeta uma queda de 7,5% no emprego na construção civil no Brasil para 2017.

Segundo o presidente do SindusCon-SP, normalmente, janeiro é mês de retomada das contratações, o que não ocorreu. “O que a desaceleração aponta é que podemos estar nos aproximando do final do ciclo recessivo, mas ainda é cedo para dizer quando isso acontecerá.”

Embora tenha ocorrido o arrefecimento no ritmo de queda, ainda há tendência de redução de postos de trabalho devido a redução da atividade das empresas, como mostra o Índice Nacional de Atividade da Construção Civil (INACC), do SindusCon-SP, que registrou queda de 18,2% em 2016 na atividade das construtoras formais. “Precisamos de um ambiente macroeconômico que inspirem o investidor a confiar no país novamente”, afirma Romeu Ferraz.

Segmentação
Em janeiro, na comparação com dezembro, os segmentos que mais apresentaram queda foram Preparação de terreno (1,16%), Imobiliário (0,27%) e Obras de acabamento (-0,27%). Em 12 meses, as maiores baixas foram Imobiliário e Preparação de terreno, -17,25% e -13,77% respectivamente.

De todas as regiões do Brasil, apenas a Norte (-1,54%) e o Nordeste (-0,86%) tiveram um mês negativo. No Sudeste houve alta de 0,05%, no Sul 1,09% e no Centro-Oeste, 0,07%.

Por regiões
No Sudeste, registraram alta São Paulo (0,26%), Minas Gerais (0,44%) e Espírito Santo (0,50%). Já o Rio de Janeiro teve queda de 1,10%. Na região Norte, o Amazonas teve queda de 2,32%, seguido por Tocantins (-1,90%) e Amapá (-1,83%). Apenas Roraima teve alta (1,83%).

No Nordeste Maranhão teve queda de 3,34%, seguido pelo Ceará (-1,34%) e Piauí (-1,04%). No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul e Goiás tiveram alta, 1,07% e 0,74%, respectivamente. Na outra ponta, tiveram baixa Mato Grosso (-0,93%) e Distrito Federal (-0,79%).

Já no Sul, todos os estados tiveram alta: Paraná (1,11%), Santa Catarina (1,69%) e Rio Grande do Sul (0,58%).



Emprego por regiões do Brasil
(janeiro de 2017)**
Região Variação mensal (%) Variação absoluta do estoque
Centro-Oeste 0,07 144
Nordeste -0,86 -4.311
Norte -1,54 -2.143
Sudeste 0,05 675
Sul 1,09 4.353
Brasil (Total) -0,05 -1.282
**Os dados da tabela consideram os fatores sazonais



Estado de São Paulo
Em janeiro houve alta de 0,26% no emprego em relação a dezembro, a primeira vez desde janeiro de 2016 – contratação de 1.836 pessoas. O estoque de trabalhadores foi de 692,8 mil em dezembro para 694,6 mil em janeiro. Em 12 meses, são menos 95.860 trabalhadores no setor (-12,13%). Desconsiderando a sazonalidade**, houve redução de 1,55% (-11.074 mil vagas).

Na comparação janeiro contra dezembro por segmentação houve alta de 1,67% em Obras de instalação e 0,49% em Infraestrutura. Por outro lado, Obras de acabamento caiu 0,42%.

Na capital, que responde por 43,44% do total de empregos no setor, a queda em janeiro na comparação com o mês anterior foi de 0,02% (-67 vagas). Em 12 meses, São Paulo registra retração de 13,85% (-48.520 vagas).

Entre as Regionais do SindusCon-SP, as maiores altas foram em Ribeirão Preto (3,62%), Presidente Prudente (2,80%) e São José do Rio Preto (1,39%). Na outra ponta, houve queda em São José dos Campos (-1,65%), Santos (-1,17%) e Santo André (-0,35%).



Emprego por regiões do Estado de São Paulo (janeiro de 2017)**
Região Variação mensal (%) Variação absoluta do estoque
Bauru 0,43 126
Campinas 0,51 387
Presidente Prudente 2,80 243
Ribeirão Preto 3,62 1.732
Santo André -0,35 -144
Santos -1,17 -248
São José do Rio Preto 1,39 401
São José dos Campos -1,65 -976
São Paulo (sede) -0,02 -67
Sorocaba 0,49 382
**Os dados da tabela consideram os fatores sazonais



*A dessazonalização é um tratamento estatístico que tem como objetivo retirar efeitos que tipicamente acontecem em um mesmo período do ano.



Revisão do estoque de empregos 2015

Com a publicação da RAIS 2015, a série do emprego da construção passou por sua revisão anual que consiste em consolidar as estatísticas de 2015, de maneira a respeitar o estoque de dezembro daquele ano apresentado por este último relatório de informações sociais do Ministério do Trabalho e Emprego (RAIS-MTE).



A consolidação do estoque de 2015 mostrou, por exemplo, que apesar de ter havido uma queda significativa do número de postos de trabalho de dezembro de 2014 em comparação com o mesmo mês de 2015, no estado de São Paulo, tal queda foi um pouco menor do que vinha indicando o acompanhamento mensal do Caged. Como se pode inferir da tabela abaixo, a variação de estoque entre estes dois momentos foi de -8,1% na série consolidada contra -10,1% na série antiga construída a partir do Caged.



Para a construção no país, as estatísticas da RAIS ficaram bastante próximas dos números do Caged. A diferença ficou
entre 0,1% e 0,3%.

Fonte: SindusconSP

 

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