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Bottrop: geladeira velha e eficiência energética
6/11/2018

A cidade de Bottrop - a noroeste da região de Ruhr, na Renânia de Norte-Vestfália - foi a escolhida para implementação do modelo de cidades inteligentes pelo projeto Innovation City Ruhr. O princípio elementar: as cidades deveriam ser inteligentes, digitais e amigáveis com o clima, deixando também a mobilidade no topo das prioridades. O projeto reúne 62 empresas, consultores na área de energia, arquitetos, bancos, universidades e institutos de pesquisa.

A iniciativa começou em 2010 - o primeiro passo foi ir até as pessoas - por meio de pesquisas online e conversas - e saber o que gostariam que mudasse em sua cidade. Para garantir a segurança deles e dos investidores, foi feito um plano master para os dez anos seguintes. Com 70 mil habitantes, a cidade apostou em aproximadamente 300 medidas individuais e conseguiu reduzir em 38% as emissões de gás carbônico - a meta é chegar a 50% em 2020 - , aumentou a eficiência energética de 16% dos imóveis privados, se tornando um distrito modelo que expande as ideias para vinte outros. As intervenções são planejadas, monitoradas cientificamente e avaliadas em campo.

Geladeira velha

Foram feitas ações para mobilizar a comunidade, como o concurso para ver quem tinha a geladeira mais velha. O vencedor ganhou uma nova, mais econômica. “A partir do concurso todos na cidade começaram a pensar no assunto. Depois fizemos outro concurso, para achar o sistema de aquecimento mais antigo”, explica Martina Kupper, gerente de Projeto, Marketing e Comunicação da organização Innovation City Management.

No começo, cinco anos atrás, segundo Martina, o sistema para geração individual de energia em uma casa custava ? 80 mil. Hoje, custa ? 600. E há regras que regulam esses preços, impedindo que aumentem. Cem proprietários de imóveis permitiram a instalação de pequenos equipamentos de cogeração de energia em suas casas.

Habitação

Era preciso melhorar também o sistema habitacional. Havia uma preocupação com casas de apostas instaladas na localidade, que acabavam gerando aumento da criminalidade. Nesse ponto, a resposta foi dura: a organização procurou os donos dos imóveis que abrigavam esses pontos e os obrigou a encerrar o contrato com inquilinos.

Os condomínios residenciais também enfrentavam problemas. As mulheres sentiam medo de circular à noite e gangues juvenis cometiam vandalismo nos depósitos de lixo dos prédios. Uma concorrência foi aberta e a construtora vencedora fez novos conjuntos habitacionais atendendo às necessidades dos moradores: com varandas, áreas de circulação amplas e iluminadas, parques para as crianças e chaves nas lixeiras. Médicos receberam convites, e condições facilitadas, para montar seus consultórios na vizinhança - outra queixa recorrente era a falta de atendimento de saúde na área. O projeto começou com 20% de vagas e hoje tem fila de espera de gente querendo morar lá.

Fonte: Folha PE

 

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