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Oferta de capacitação para o setor de instalações prediais é pequena e não acompanha o aumento da complexidade dos projetos
A demanda por instalações prediais no Brasil vem crescendo nas últimas décadas e em todos os segmentos - hidrossanitário, elétrico, gases combustíveis, solar, entre outros- prova disso é o aumento médio do número de banheiros por habitação, o crescimento do uso de equipamentos elétricos dentro de uma residência; além das redes internas de gases combustíveis e das instalações solar e fotovoltaica. Essa nova realidade das construções exige das empresas instaladoras serviços mais complexos e maior conhecimento técnico. Mas a oferta de capacitação para esses profissionais não tem acompanhado esse movimento do mercado de construção.

“Ao contrário de outros países, como Canadá, Reino Unido, Estados Unidos, Austrália e Índia, no Brasil, não é obrigatório treinamento ou certificação para os instaladores. Além disso, o número de horas de treinamento é bem menor. Enquanto no Brasil o melhor treinamento para encanador tem 800 horas, em alguns países chega a 4 mil horas. A capacitação de instaladores de gases combustível no Brasil tem 200 horas, já nos Estados Unidos é de 1.400 horas e na Índia quase 600 horas”, conta o diretor-executivo da Associação Brasileira pela Conformidade e Eficiência das Instalação - Abrinstal, Alberto J. Fossa.

Essa questão da capacitação da mão-de-obra permeou boa parte das discussões do 6º Workshop Técnico de Instalações – Hidrossanitárias e Águas Pluvias – realizado na manhã de quinta-feira, dia 8, na Fiesp, e que reuniu mais de 80 pessoas ligadas direta ou indiretamente ao setor de instalações prediais.

“As construções prediais no Brasil estão cada vez mais complexas e precisamos de conhecimento técnico cada vez mais robusto para oferecer um serviço de qualidade. Não pode só crescer a complexidade dos projetos, sem preparar a mão-de-obra para executar esses serviços”, disse José Jorge Chaguri Júnior, representante do Sindinstalação no evento.

O engenheiro sênior da Comgás – maior distribuidora de gás canalizado do Brasil, Daniel Malvezzi Barreto disse que é preciso buscar o equilíbrio nessa equação: mão-de-obra qualificada e custo da capacitação. “O serviço precisa ter a qualidade e a segurança necessárias, mas o custo do treinamento não pode ser caro a ponto de inviabilizar o projeto”, afirma Barreto.

No workshop, Barreto apresentou o Building´s Installations Performance – BIP, que é o a nova geração do Qualinstal. O BIP é um certificado que reconhece que determinada empresa instaladora realiza um trabalho de qualidade em todas as etapas do processo: planejamento, mão-de-obra devidamente treinada, na utilização de materiais de boa qualidade e avaliação. Ele atua também na gestão da empresa. A Comgás exige que seus prestadores de serviço tenham o certificado BIP.

“A ideia é desenvolver o mercado com as melhores práticas. A Comgás sempre teve uma participação muito importante no programa de certificação das instalações, o atual BIP. O retorno do certificado é a minimização dos riscos de vazamento e maior segurança às pessoas”, disse Chaguri Júnior.

A segunda parte do workshop foi dedica às normas do segmento hidrossanitário. A coordenadora técnica do Comitê de Meio Ambiente do Estado de São Paulo COMASP/SindusConSP, Lilian Sarrouf, falou sobre o projeto de Norma ABNT NBR que trata da Conservação de água em edificações e do uso de fontes alternativas de água não potável em edificações. “As normas são necessárias para ordenar esses temas”, disse Sarrouf. Ela adiantou que o SindusconSP deve criar guias sobre orientação em relação à norma e também criar vídeos educativos.

Também foi feita uma apresentação sobre o projeto da norma que trata da prevenção de legionelose associada ao sistema de distribuição de água em edificações. O tema foi apresentado pelo engenheiro e sócio da Axion Engenharia, Marco Yamada. A legionelose é uma infecção potencialmente grave, provocada por uma bactéria chamada Legionella pneumophila e é transmitida por meio da inalação de partículas ou vapor de água contaminada com a bactéria Legionella, que pode provocar uma pneumonia atípica. “A manutenção dos equipamentos, para evitar a proliferação de bactérias é essencial para evitar a legionelose”, disse Yamada.

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Suzy Gasparini

 

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